14 pontos para entender o fascismo no Brasil atual



É preciso lembrar o que é o fascismo. Reproduzo aqui matéria do saudoso jornalista Paulo Henrique Amorim, criador do site Conversa Afiada e autor entre outros do livro O Quarto Poder. PHA fez uma lista de 14 pontos do que é o fascismo a partir do livro do autor italiano Humberto Eco, O Fascismo é Eterno. O Humberto Eco foi um autor e filósofo extraordinário, o clássico “O nome da rosa” é indispensável na educação escolar. Durante minha formação acadêmica tive o raro prazer de ler um livro de metodologia científica, sim é possível sentir-se bem lendo livros metódicos e foi com Humberto Eco em Como fazer uma Tese. Mas vamos aos pontos selecionados por Paulo Henrique Amorim sobre o fascismo, que servem para alertar e agirmos contra esse retrocesso no Brasil.



1) O culto à tradição – Não se pode permitir o avanço do saber. A verdade já foi anunciada, de uma vez por todas, e não se pode tentar interpretar sua obscura mensagem.



2) Nada de modernismo! – O Ur-fascismo pode ser definido como um “irracionalismo”.



3) O irracionalismo depende da ação pela ação! A ação é bela por si mesma. A cultura é suspeita, porque, com ela, vem a reflexão crítica. Como dizia Goebbels: “quando ouço falar de cultura saco a minha pistola”.



4) Nenhuma forma de sincretismo pode aceitar a crítica. O espírito crítico opera distinções e distinguir é um sinal de modernidade. Para o Ur-fascismo, o desacordo é uma traição.



5) O Ur-fascismo tem pavor das diferenças. Todo fascista é contra os intrusos. O Ur-fascismo é, por definição, racista.



6) O Ur-fascismo se nutre da frustração individual ou social. Uma das características típicas dos fascismos históricos é apelar às classes médias frustradas. Nesse nosso tempo em que os velhos “proletários” estavam se tornando uma pequena burguesia (e o lumpen se auto-excluiu da cena política), o fascismo encontrará nessa nova maioria o seu auditório.



7) O Ur-fascismo tem a obsessão do complô. Possivelmente o complô internacional (No caso brasileiro em curso, o complô é o da China… – PHA). O fascista se sente sempre assediado. E por isso apela à xenofobia.



8) Os inimigos são ao mesmo tempo muito fortes e muito fracos.



9) Para o Ur-fascismo não é a luta pela vida, mas a vida pela luta. O pacifismo significa curvar-se ao inimigo. A vida é uma guerra permanente. Nenhum líder fascista conseguiu resolveu a contradição: se há uma “solução final”, ela cria uma era de paz, uma idade de ouro, o que contradiz o princípio da guerra permanente…



10) O elitismo é um aspecto típico dos fascistas. Eles menosprezam os frágeis. Eles tentam criar um “elitismo de massa”.



11) Todos são educados para ser heróis. Na ideologia fascista, o herói não é um ser excepcional, mas é a norma. O culto do heroísmo está ligado ao culto da morte. Não por acaso o mote dos falangistas era “Viva a Morte!”. O herói fascista também aspira à morte. O herói Ur-fascista é impaciente para morrer: note-se que enquanto não morre faz com que outros morram.



12) Como a guerra permanente e a busca do heroísmo são jogos difíceis de jogar, o Ur-fascista transfere a sua vontade de potência a questões sexuais. É essa a origem do machismo – o que implica em desdenhar as mulheres e a condenação intolerante, da castidade à homossexualidade. O herói Ur-fascista joga com as armas de fogo, que são o seu Ersatz fálico: seus jogos de guerra se tornam uma permanente inveja do pênis.



13) O Ur-fascismo se apóia num “populismo qualitativo”. Os indivíduos como indivíduos não têm direitos, e o “povo” é concebido como uma qualidade, uma entidade monolítica que exprime a “vontade comum”. Como nenhum quantidade de seres humanos pode ter uma vontade comum, o líder pretende ser o seu intérprete. Assim, o povo não passa de uma encenação teatral. No nosso futuro, esse populismo qualitativo se exercerá na TV ou na internet (nas redes sociais… – PHA), em que a reação emocionada de um grupo selecionado de cidadãos (William Bonner… – PHA) será apresentada e aceita como “a voz do povo”.



14) O Ur-fascismo fala a “neolíngua” do George Orwell (Taokei? – PHA). As escolas nazistas e fascistas (todas “sem partido” – PHA) se baseavam num léxico pobre e numa sintaxe elementar para limitar os instrumentos de uma reflexão complexa e crítica. Precisamos aprender a identificar essas formas de “neolíngua”, mesmo quando assumem a forma inocente de um talk-show (como o do Bial – PHA).



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ARTHUR               VALENTE

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