Se é Fake, não é News

Atualizado: Jan 4


Quando começou a medida de distanciamento social no Brasil por conta da pandemia do Covid-19, nós alertamos para o crescimento das Fake News.  Esse sistema forte de desinformação já vinha sendo evidente, pelo menos, desde as eleições de 2018, pela campanha de Bolsonaro. Porém, como desvendado pela Vaza-jato, a desorientação social vinha anos antes como projeto da elite golpista, no controle da mídia, fazendo conchavos imperialistas e patrocinando campanhas de Lawfare e perseguição contra o PT, forçando o maior partido de esquerda da América Latina a lançar sua própria plataforma para desmentir as fake news.


O Brasil é país no mundo onde mais se acredita em Fake News e, as brasileiras, são as principais vítimas, afirma pesquisa da Avaaz, segundo o Canal Tech. Conforme a plataforma, 7 em cada 10 brasileiros se informam pelas redes sociais e 62% já acreditaram em alguma notícia falsa.


Com base em pesquisas muitas pessoas acreditam nessas falsas mensagens ou notícias, que acompanham inclusive um conteúdo bizarro e tem como impacto direto, a execração pública, com insultos caluniosos, difamatórios ou injuriosos, mas podem impactar a segurança e a saúde da sociedade. Conteúdos que contrariam ou negam a ciência, afetam as políticas de saúde pública e as instituições. No campo da saúde, os impactos negativos estão evidentes nessa pandemia, ao surgirem remédios milagrosos e teorias conspiratórias e outras alternativas aos protocolos conhecidos de doenças de circulação respiratória.


A disseminação de Fake News pela internet foi e é utilizada pela extrema direita para ataques à democracia, à república e para justificar ajustes sociais. O escândalo da Cambridge Analytica, revelou a influencia das Fake News decisivamente nos resultados das eleições do Brexit no Reino Unido e as presidenciais dos EUA e do Brasil.

O Facebook, no olho desse escândalo, depois de restringir notícias falsas no feed de notícias, tomou nesse mês de julho uma medida mais concreta ao banir mais de 80 páginas de Fake News no país, quase todas elas ligadas aos assessores do presidente Bolsonaro e parlamentares do seu núcleo/base. Isso comprovou a existência do gabinete do ódio operando dentro do palácio do planalto, ou seja, com recursos e patrimônio públicos. Bolsonaro se nega abrir as contas do cartão corporativo que está muito acima do gasto utilizado pelos ex-presidentes.


As Fake News tem prejudicado as ações de combate a terrível pandemia, vídeos são utilizados para difundir uma cura ou proteção contra o novo coronavírus por remédios que a ciência não atesta comprovação contra a Covid-19, causando um contingente de pessoas com a falsa sensação de proteção levando-as a se arriscarem no contágio, contribuindo para a disseminação do vírus.


A estratégia da extrema direita e dos capitalistas neoliberais é conseguir controlar o poder e provocar a desorientação social. Dessa forma conseguem retirar direitos dos trabalhadores e destruir a natureza. Os obscurantistas tem se valido de lawfare, psyops, fire-hosing e Fake News. Dessa forma Bolsonaro, a cada mentira escandalosa, faz do ontem um fato distante e vai criando crises para abafar seus escândalos.


O que a população pode fazer é apoiar a implantação do Projeto de Lei que cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, PL 2.620/20, apoiar o inquérito das Fake News e a cassação da chapa Bolsonaro e Mourão, bem como a CPI das Fake News.


O comportamento de quem compartilha notícias falsas é similar a quem é viciado em drogas. Então o impacto das Fake News também age negativamente para a saúde mental do indivíduo que compartilha. Primeiro pela passividade na informação, deixando de buscar a informação que necessita, o usuário das Fake News é levado a moldar suas necessidades e interesses com uma identidade abstrata do grupo que pertence, mas principalmente agindo de acordo com o interesse de quem produz a Fake News.


Na matéria realizada pela Revista Viva Bem os dados levantados são de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Cambridge, que utilizou o Twitter como uma ferramenta para obter dados sobre a divulgação das informações enganosas. Como resposta a essa aceitação Eve Whitmore, psicólogo do desenvolvimento da Western Reserve Psychological Associates, em Ohio, explicou que as pessoas tem tendências em aceitar informações que confirmem suas crenças preexistentes e ignorar as informações que as desafiam pois quando crianças foram submetidas a acreditar na fantasia, para evitar então o desconforto ou ansiedade, elas optam por aceitar o que então sendo expostas do que, levantar pensamentos contrários que possam gerar um desconforto ou uma ansiedade.

Como saber se uma notícia é falsa?

  1. Se você ficou chocado, impactado ou surpreso com uma informação que recebeu de algum amigo, grupos ou veículo de comunicação duvidoso, desconfie dela e não compartilhe. Informações falsas são feitas para causar grande comoção e assim serem divulgadas. 

  2. A informação confirma alguma opinião a favor do seu pensamento? Pare e repense sobre a verdade dessas informações, um conteúdo ser favorável ao seu pensamento, não quer dizer que ele seja verdadeiro. 

  3. Há um pedido para acreditar no que esta escrito alí, dizendo que é verdade, ou mostrando pontos para acreditar nela? Já sabemos a resposta por aí. Falso. Notícias verdadeiras costumam acompanhar fontes confiáveis, links e documentos oficiais que serão citados nela.

  4. Uma informação foi compartilhada por um grupo de amigos ou por alguém da família, antes de compartilhar, pesquise se veículos de comunicação confiáveis e Agência de checagem de notícias reproduziram algum material sobre a informação que lhe foi compartilhada.

 Saiba mais também em:


https://pt.org.br/pt-lanca-plataforma-de-denuncias-e-combate-as-fake-news/

https://pt.org.br/verdadenarede/DD

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45767478

#fakenewspoliticasocialecologia

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ARTHUR               VALENTE

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